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Mark Gil :: Gilberto Zuckerberg

March 25, 2012

Em 1996, eu nem pensava qual seria o meu rumo profissional e nem tinha computador. Só adquiri meu primeiro PC em 1998, quando a internet era discada. A essa altura eu já tinha começado a faculdade, mas não sabia que ia acabar mergulhada nas redes sociais e virtuais.

Meu dia a dia é em frente a uma luminosa tela que me encaixa dentro do mundo azul do Facebook. São 8 horas diárias on line, entre Twitter, pesquisas pela rede, algumas linhas no Word, postagens em blogues e bastante tempo no Face. O mundo que Zuckerberg inventou mudou a vida de muita gente e meu rumo profissional. Acabei de ver pelo Youtube uma matéria da BBC “Mark Zuckerberg: Inside Facebook“. O jovem milionário low profile em pouco tempo mudou a forma como interagimos na rede e imagino que mais novidades venham por aí.

A questão é que desde o momento que terminei de assistir ao vídeo, uma música não sai da minha cabeça. “Pela Internet” de Gilberto Gil tem ritmo e letra fantástica. Tirando o disquete, mídia ultrapassada, a letra se mantem atual. O mais bacana é que a canção foi lançada em dezembro de 1996 e foi a primeira transmissão ao vivo de música brasileira pela internet.

O disco “Quanta” é de 1997 e tinha “Pela Internet” como uma de suas faixas. Gil regravou-a em 2008 porque tinha tudo a ver com o álbum-projeto “Banda Larga Cordel”, destaco aqui um trecho muito bom, da canção que dá título ao disco:

“… Diabo de menino agora quer/ Um ipod e um computador novinho/ Certo é que o sertão quer virar mar/ Certo é que o sertão quer navegar/ No micro do menino internetinho/ O Netinho, baiano e bom cantor/ Já faz tempo tornou-se um provedor – provedor de acesso/ À grande rede www/ Esse menino ainda vira um sábio/ Contratado do Google, sim sinhô…”

O que acho mais interessante é a capacidade de Gilberto Gil em se manter atualizado e de ter um olhar bacana para o futuro. Enquanto Zuckerberg cria ferramentas para que a gente conte a nossa história, divida informações e exiba nossa linha do tempo, Gil registra o momento em que vivemos e transforma em ritmo para dançar e em música para nossos ouvidos o espaço virtual, do qual não queremos nos desconectar.

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